Fecomércio RJ, Firjan, ACRJ e sindicatos empresariais defendem debate técnico e pós-eleitoral sobre fim da escala 6×1
Entidades alertam para impactos da redução compulsória da jornada sobre empregos, custos, competitividade e sustentabilidade das empresas e defendem negociação coletiva e mecanismos de compensação
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e os sindicatos empresariais filiados à Fecomércio RJ manifestam preocupação com as propostas legislativas que preveem, de forma geral e compulsória, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. As entidades defendem que uma mudança estrutural dessa magnitude seja analisada com base em estudos técnicos e amplo diálogo entre trabalhadores, empregadores, Congresso Nacional, especialistas e Poder Público.
Para as três instituições, o debate sobre o aperfeiçoamento das relações de trabalho, a valorização dos trabalhadores e a melhoria da qualidade de vida é legítimo e necessário. No entanto, uma alteração com repercussões permanentes sobre milhões de trabalhadores e empresas não deve ser conduzida de maneira acelerada, especialmente durante o período eleitoral.
Fecomércio RJ, Firjan e ACRJ defendem, por isso, que a apreciação e eventual deliberação sobre o tema ocorram após as eleições, em um ambiente institucional que permita aprofundar a discussão, realizar estudos de impacto e audiências públicas e avaliar, de forma criteriosa, as consequências econômicas, fiscais e sociais da medida.
“Não se trata de impedir ou encerrar o debate sobre a jornada de trabalho, mas de assegurar que uma mudança estrutural nas relações trabalhistas brasileiras seja discutida com a profundidade, a responsabilidade e a segurança jurídica compatíveis com sua relevância”, destacam as entidades.
